Música Gospel
A palavra “Gospel” é uma aglutinação da expressão “God
Spell” do inglês antigo, que traduzindo ao pé da letra seria “Deus
soletra”, mas que associando ao contexto, significa “Boas Novas”,
fazendo uma referência direta à função do Evangelho bíblico, que trata
da vinda do Messias (Cristo) ao mundo.. Esse tipo de música teve sua origem na música cristã dos
negros americanos, o “Negro Spirituals”, no início do século XX.
Tratava-se de uma música harmoniosa diversificada em várias vozes
(coral), um solista, piano, órgão, guitarra, bateria, baixo, formando
um pequeno conjunto musical. Pretendiam, desta forma, manter uma união
perfeita entre os fiéis e Deus, união essa considerada desgastada devido
os louvores serem entoados através dos hinos tradicionais. Com sua
popularidade, a Música Gospel ultrapassou os limites da igreja
Afro-americana e alçou vôos, movimentando um mercado de milhões de
dólares. Inicialmente, esse estilo musical era formado por, de um
coral. Com o tempo, a Música Gospel foi sofrendo transformações, mas
algumas comunidades cristãs ainda preferem manter sua forma original. Os
quartetos Gospel, por exemplo, evoluíram de tal maneira que adotaram
uma “música gritante”, danças exageradas e “roupas extravagantes”.
Foi nessa evolução que se inspirou o rock dos anos 50, com grandes nomes como Bill Halley, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis.Um grande divulgador deste gênero foi Elvis Presley, inclusive chegou a ganhar o GRAMMYs três vezes. Ele amava esse tipo de música, assim como o rock” n” roll, o blues e o country. Dentre suas produções, destacam-se quatro álbuns gospel:”Peace in The Valley” (1957), “His Hand in Mine” (1960), “How great Thou Art” (1967) e “He Touched Me” (1972). Ele é considerado por muitos como um dos maiores representantes da Música Gospel Estadunidense. Dentre tantos grandes nomes desse estilo, Thomas A. Dorsey, falecido em 1993 aos 96 anos de idade, destaca-se nesse cenário como o pai da Música Gospel. Foi ele quem “brigou”, juntamente com as cantoras Sallie Martin (falecida aos 92 anos – 1988) e Willie Mae Ford Smith (falecida aos 90 anos – 1994), para a consolidação do estilo Gospel nas igrejas. Ele teve a oportunidade de presenciar suas músicas sendo cantadas nas mesmas igrejas onde foram, um dia, rejeitadas.
Após essa abertura, outros nomes se destacaram, como Mahalia Jackson,
que protagonizou o funeral de Martin Luther King com a música de
Dorsey, “Take My Hand, Precious Lord” (Segure minha mão, Precioso Pai);
Clara Ward, Edwin Hawkings Singers, cantor do tão famoso e conhecido
“Happy Day”, e James Cleveland, reconhecido por muitos como o “Rei do
Gospel, não por ter uma voz melodiosa, mas por seu carisma e grande
audiência. Ele foi o responsável por fundar a maior convenção Gospel do
Mundo, a Gospel Music Workshop of America, que possui mais de 185
representações nos Estados Unidos.
No Brasil, a Música Gospel chegou através de missionários batistas e
presbiterianos americanos. Algumas igrejas aqui adotaram o estilo
tradicional deste gênero e traduziram os hinários para a língua
portuguesa, como o Cantor Cristão e a Harpa Cristã. Contudo, o estilo só
veio se concretizar mesmo na década de 80, mas com um sentido bem
diferente do tradicional. Música Gospel aqui passou a designar “rock
Cristão”, “rock para crente”, algo desse gênero.
Destacamos aqui alguns artistas da Música Gospel Brasileira: Shirley Carvalhaes, Aline
Barros, Cícero Nogueira, Oficina G3, Cassiane, Raiz Coral, Arautos do
Rei, Ludmila Ferber, Cristina Mel, Renascer Praise, Fernanda Brum,
Rose Nascimento, dentre outros.
Fontes
HORNESS, Joe. Adoração Contemporânea. IN: Adoração ou show? Críticas e defesas de seis estilos de culto. BASDEN, Paul (ed). São Paulo: Vida, 2001, p. 102-122.
HORNESS, Joe. Adoração Contemporânea. IN: Adoração ou show? Críticas e defesas de seis estilos de culto. BASDEN, Paul (ed). São Paulo: Vida, 2001, p. 102-122.

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